Prazer em tê-lo(a) presente.

Nesse blog vc irá encontrar algumas palavras capazes de definirem um pouco do que tenho a dizer sobre mim.
Espero que não entediem-se com minha vida.
À vontade para comentários.
Obrigada pela visita.

domingo, 11 de abril de 2010

Almoço de domingo


Domingo. O melhor e o pior dia da semana.
É o dia em que podemos dormir até mais tarde, mas é o último dia de um fim de semana regular.

Acordei cedo hoje porque minha mãe foi ao meu quarto me chamar. Ela não estava se sentindo muito bem e pediu encarecidamente que eu preparasse o almoço. Meu Deus!
Bem, eu não morreria de fome por não saber cozinhar, mas não sou um exemplo daquilo que chamamos de "cozinheira de mão cheia".

Minha primeira ação foi colocar água para esquentar, pensei em fazer um "macarrão alho e óleo", é a comida mais rápida que eu sei fazer, depois do macarrão instantâneo, é claro.

Enquanto a água esquentava, temperei um bife para fritar (só para ter uma segunda opção).
"é até fácil", pensei enquanto sentava no sofá para esperar o primeiro "tranco".
Tudo sob controle.
Aproveitei para ler um pouco os meus E-mails, fazia tempo que estavam pendentes.
Depois liguei a tv, mas nada me interessou.
Me conectei ao messenger, mas ninguém falou comigo.
Conversei um pouco com minha mãe, e...
"Meu Deus!! O almoço!!!"
Mais que depressa corri para a cozinha. O bife já estava tostado e a panela com água para o macarrão, estava amarelada.
Me desesperei.
Despejei o macarrão dentro da panela com água. TODO O MACARRÃO.
Joguei um pouquinho de água na panela com o bife, fazendo subir muita fumaça.
Sentei para aguardar, mas dessa vez em uma cadeira na cozinha mesmo.
Me concentrei na carne, já que o macarrão estava sendo cozido. Quando a água secava, eu despejava mais um pouquinho, que era para ela ficar macia.
Acho que a carne eu consegui salvar.
Depois piquei um pouco de alho e banhei uma panelinha com óleo para temperar o macarrão.
"Ih! O macarrão!"
Nem podia mais ser chamado de macarrão, era agora uma pasta grudenta.
Imediatamente, apaguei o fogo para escorrê-lo, e deixei o alho fritando que não demorou muito para queimar...
Resultado:
"Prato do dia, Pasta grudenta de macarrão temperado com bloquinhos de carvão de alho e molho de óleo quase saturado, com carne."
Cheguei á conclusão de que era melhor ter fritado um ovo.

sábado, 10 de abril de 2010

A caixa florida


Coloquei para tocar uma lista de reprodução de várias músicas das quais baixei ontem.
Eu estou meio chateada hoje, ainda não saberei definir o motivo, caso alguém possa querer perguntar. Mas não é aquela tristeza ignominiosa, de quem está prestes a se matar. É uma tristeza branda.
Comecei a olhar algumas fotos que eu havia tirado em momentos históricos da minha vida. Percebi o quanto mudei...
Derepente sem querer eu acabo com as mãos em cima da tampa de uma caixa toda florida. Eu sabia exatamente o que havia dentro dela, e sabia que aquilo me deixaria triste... mesmo assim, eu a abri devagarinho, como se temesse sair algum bicho lá de dentro.
Fotos, cartas, um boné e um bichinho de pelúcia todo perfumado. Era o que continha na caixa.
Senti meu peito sendo comprimido e minha garganta secando. Em um décimo de segundo um turbilhão de lembranças invadiu minha mente. Algumas eram boas, outras não chegavam a serem ruins, apenas não era saudável tê-las.
Analisei com mais atenção umas das fotos. A paisagem de fundo, era de um dia claro. Pude notar através de um enorme sorriso estampado em meu rosto, que eu estava feliz naquele dia. Meus braços estavam enroscados no pescoço de alguém, que também transparecia felicidade...
Notei que minha bochecha estava molhada, e não consegui mais controlar a enorme represa...
Joguei a foto dentro da caixa em um gesto rápido e de impulso. Ao fechá-la, aspirei o bafo perfumado que saía de dentro dela.
Eu não sabia definir o que estava sentindo. Parecia uma , mistura de raiva com tristeza, mas que davam acesso ao mesmo sentimento: o de SAUDADE.